A necessidade de planejarmos a realização de alguma coisa, embora intuitiva, está associada às possibilidades que temos de realizá-la efetivamente e condicionada a dois aspectos fundamentais: o tempo que temos e de que necessitamos e o do que dispomos.
No transcorrer do século XX a indústria evoluiu, em termos de planejamento, para horizontes mais curtos, na medida em que o longo prazo foi tornando-se mais imprevisível em função de fatores que vão desde a concorrência global, até a escassez física de recursos naturais e comprometimento ambiental, passando pela rápida evolução tecnológica.
Dos primeiros anos do século XX até os anos 1950, período em que o mundo não conhecia a escassez de demanda e de recursos para a produção, o planejamento da produção consistia basicamente em uma reprodução em série de planos periódicos anteriores, com ajustes orçamentários.
A partir dos anos 1960 começaram a surgir os planos de longo prazo considerando tendências e possíveis impedimentos de atender a demanda no longo prazo.
A crise do petróleo dos anos 1970 e suas consequências, principalmente, para a oferta de insumos e bens, trouxe a necessidade do “planejamento estratégico” como direcionador dos planos de operações, que em seu contexto contemplava os ambientes nos quais a empresa estava inserida, suas influências, e que competências seriam primordiais para sobreviver neles.
A partir dos anos de 1980 e até os dias atuais, observamos nos planejamentos de produção, preocupações crescentes em maximizar a utilização dos recursos de produção, perceber mudanças e antecipar-se a elas e desenvolver as empresas como organizações capazes de ser flexíveis e ágeis o suficiente para responder aos desafios de sobreviver e crescer em ambientes mais competitivos e complexos.
Sendo assim, ao tratarmos de planejamento para operações contemporâneas, devemos levar em conta que os horizontes de planejamento são impactados por condições econômicas, sócio-políticas, de competitividade, dentre outras, tornando-os menos previsíveis, portanto, mais curtos, permitindo que os planos tenham um grau razoável de certeza, com um mínimo comprometimento de recursos e implicando na máxima eficiência em seu uso.
Instrutor Ruy da Costa Quintans
Consultor associado da LCM Treinamento Empresarial

