Um dos motivos frequentes para a separação em um casamento é a instabilidade financeira do casal e de outros membros da família. Geralmente, a separação não ocorre em função de o casal ganhar pouco, e sim por causa dos gastos irresponsáveis, que comprometem todo o orçamento familiar.

Pessoas com pouca renda costumam se ajudar. Uns cobrem os outros, até mesmo mantendo um caixa único. O problema aparece quando alguém da família gasta além da conta, isto é, gasta em coisas com as quais o restante da família não concorda, sem forma alguma de controle.

O problema não está em ganhar pouco, em ter pouca renda. O problema está em gastar sem controle, levando problemas para dentro de casa.

Nesse sentido, por que fazer um orçamento familiar? Por vários motivos! Vejamos:

  • Viver com os próprios meios – você e sua família vão poder viver plenamente, usando apenas o que ganham.
  • Atingir objetivos – o orçamento ajuda a definir os seus objetivos e os da sua família. E o mais importante – o orçamento permite que você os atinja.
  • Viver de forma mais organizada – o orçamento financeiro pessoal ou da família é o planejamento das finanças. Ele permite que você e a família viva de maneira mais organizada, sabendo em que, quanto, quando e de que forma pode-se gastar.

Algumas pessoas são craques organizando as finanças de uma empresa. Muitas vezes, são muito competentes nas suas funções, no entanto, são verdadeiros desastres na conduta financeira pessoal.

Será que é um problema real as famílias estarem endividadas? A seguir, temos uma primeira resposta.

As dívidas não são um problema efetivo se as famílias com dívidas tiverem controle do seu orçamento, e as pessoas com dívidas controlarem os seus gastos e tiverem previsão efetiva de quitação.

O problema é que as pesquisas trazem uma informação adicional preocupante. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2% – uma alta de 0,3 ponto percentual. A constatação é da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada abril de 2019, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ela aponta o cartão de crédito como o principal compromisso financeiro para 76,4% das famílias endividadas.

O percentual das famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso, ou seja, que permaneceriam inadimplentes, passou de 9,7%, em fevereiro, para 10%, em março, apresentando queda em relação aos 10,4% de março de 2018.

O estudo aponta, no entanto, que a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2% de fevereiro, o mesmo não acontecendo quando a comparação é com março do ano passado, com o indicador subindo 0,4 ponto percentual.

Depois do cartão de crédito – responsável pelos 76,4% do endividamento das famílias – vêm os carnês, com 16,6% e, em seguida, o crédito pessoal, que responde por 10,4% do endividamento familiar.

Como acabar com esse círculo vicioso? A resposta é simples! Elabore o seu orçamento familiar, ou seja, faça o planejamento das suas receitas e dos gastos da família.

 

 

Instrutor Washington Luiz Ferreira

Consultor associado da LCM Treinamento Empresarial

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